sábado, 29 de novembro de 2008

AÇÕES HÍDRICAS PARA O SEMI-ÁRIDO:

VÍDEO SOBRE...


INSA - Instituto Nacional do Semi-árido (Paraíba, Brasil)






AÇÕES HÍDRICAS PARA O SEMI-ÁRIDO:
(Construções de Barragens Subterrâneas e Cisternas de Placas)




As construções de barragens subterrâneas estão sendo de uma necessidade imprescindível para os recursos hídricos do semi-árido do Nordeste Brasileiro, não só pelo fato desta mencionada região estar contida dentro do polígono das secas, em tempo e tempo sofrer com intermitências de estiagens, que estão sendo acentuadas pelas mudanças climáticas, decorrentes das ações antrópicas... Que vem provocando o aquecimento global... Mas, também deves ressaltar, que devido ao crescente processo de desmatamento, principalmente das matas ciliares e todo entorno de suas bacias hidrográficas, decorrente de ausência de uma “Política Pública Agropecuária”, que minimizem, pelo menos, os manejos inadequados desses recursos naturais (que não deixa de ser uma ação antrópicas), veio acelerar a desertificação nesta região...

Este acelerado processo de desertificação vem inexoravelmente, encadear um processo de erosão sem precedentes, e sem exceção, para todas suas bacias e sub-bacias hidrográficas, que através de um “efeito Dominó”, vem assorear os seus leitos hidráulicos, ou seja, os pontos mais baixos dentro seus talverques e/ou a sua margem, que teoricamente, se acumularia água... Aonde, naturalmente, se formaria o afloramento dos conhecidos poços naturais amazonas e os aluviões, nos períodos de secas e estiagens...

Entretanto, decorrente disto, nas estações chuvosas do semi-árido do Nordeste Brasileiro, que basicamente vai de Janeiro à Junho, toda esta massa hídrica dessas mencionadas estações chuvosas, porventura, não existindo Açudes, Barragens, etc. Até mesmo pequenos barramentos e/ou aduções, que formam “Micro - Bacias Hidrográficas”... Isto quer dizer, que todo este colossal (bota colossal nisso) volume de água, deságua inevitavelmente par o mar... Desta forma, havendo uma perda irreparável...

Tudo isto, pelo menos no Brasil. Pois, temos inúmeros exemplos disto... Não indo muito longe, gosto de citar como, por exemplo, o “Rio da Integração Nacional”, que é o “São Francisco”...



Apesar de já existirem uma série de “Barragens” desde Sobradinho (BA) até Xingó (AL), aonde se acumula dezenas e dezenas de bilhões de metros cúbicos de água, para se alimentar o sistema CHESF(Companhia Hidrelétrica do São Francisco):
No processo de geração de energia para abastecer todo Nordeste. E mesmo assim, um colossal volume de água, em torno de 1.850m³/s(mil oitocentos cinqüenta) metros cúbicos por segundo, diuturnamente, vai para o mar. Aonde, inexplicavelmente, Alagoanos, Sergipanos. Até mesmo Baianos e Mineiros que ficam bem distantes da montante de Sobradinho. Ainda ficam a teimarem de se negar uma pequeníssima adução de somente 1,4%( que considerado, resguardado a suas devidas proporções, uma gota D’água) de sua vazão regularizada, que é de 1.850m³/s (mil oitocentos cinqüenta) metros cúbicos por segundo, diuturnamente, que vai para o mar. Para a viabilidade da Transposição (adução) das águas do “Velho Chico” para os Rios intermitentes do Semi-árido de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.


Deixando esta problemática da questão da “Transposição” de lado, retornemos ao questionamento da necessidade de se difundir em caráter de urgência urgentíssima, as construções de forma difusa, das construções de barragens subterrâneas... Que deste modo, evitaria a evasão em parte dos “Corpos D’água”, oriundos das chuvas, par o mar... E como também, funcionaria como um “Sistema Sinergético Hídrico“, minimizando desta forma, a intensa evaporação, deste semi-árido que varia de 2.000mm/ano a 3.000mm/ano, dependendo da localização regional e/ou microrregional, ou seja, se for uma regional de depressões de vales e várzeas, esta citada evaporação pode chegar até 3.000mm/ano, como por exemplo, Vale das Espinharas da região de Patos(PB)... E se for localizadas em serras e planaltos, esta evaporação cai para em torno de 2.000mm/ano, como por exemplo, na cidade de Areia (PB), que se localiza no Planalto da Borborema...

É interessante observar que, decorrente desta intensa evaporação anual do semi-árido. E que muitos estudiosos dessa área hidrometeorológica, chega até afirmar (com inteira razão), que aqui no Nordeste “chove mais para cima, do que para baixo”... Pois, em média, aqui no semi-árido, chove somente 800 mm. Enquanto, sua evaporação é de entorno de 2.500mm/ano... Pelo visto, este processo de sinergia hídrica, através de Políticas Públicas de difusão de execução de disseminação de projetos de construções de barragens subterrâneas, diminuiria em muito esta intensa evaporação do semi-árido nordestino Brasileiro... Recarregando o lençol freático, desta forma reabastecendo os seus muitos aqüíferos.

É oportuno, falar em sistema “Sinergético Hídrico”, seria interessante, se construírem as margens de muitos rios intermitentes do semi-árido, uma série de “Piscinões”, como forma de retenção, ou melhor, de armazenamento de água, quando estes esses referidos rios do semi-árido estiverem transbordando nas suas estações chuvosas. Sendo assim, ao meu vê, contribuiria com uma acumulação mais efetiva desses recursos hídricos, nessas bacias hidrográficas... Que serveria para os múltiplos usos dessa água, como irrigação, piscicultura, lazer, etc. E até mesmo, de vazantes, nos períodos de estiagens, que vai de Julho a Dezembro. Perenizando desta forma, o seu leito principal. Entretanto, deve-se salientar, para se realizar as construções desses supostos piscinões, deveria primeiro, fazer o estudo de impacto ambiental. E, sobretudo, vê a viabilidade sócio-economico-ambiental.


Não esquecendo, devem se destacar, as construções de milhões e milhões de cisternas de placas em todos os rincões do Nordeste do Brasil. Pelo atual Governo federal e uma centena de Org(s) sócio-ambientais, aglomeradas na ASA (articulação do semi-árido), através de convênio com o Banco Mundial, para essencialmente, captar as águas de chuvas.
As cisternas de placas são reservatórios com capacidade para 16 mil litros de água construídos junto aos domicílios das famílias de baixa renda da área rural do semi-árido. Uma cisterna de 16 mil litros permite que uma família de cinco pessoas tenha água para beber, cozinhar e escovar os dentes durante o período de seca, que chega a durar até oito meses no ano. Assim sendo desta forma tirará muitos longínquos lugarejos, que ficam longe do acesso a água, da dependência exclusiva dos famigerados carros pipas, tão oneroso para os cofres públicos. E fomentador da “Indústria da Seca”. Aonde, muitas lideranças políticas interioranas, outrora, se aproveitavam da falta D’água, desses supostos lugarejos... Decorrente disto, ou seja, desta mencionada, falta D’água, suscitavam outras demandas sociais...

Ensejando, em épocas outrora, a muitos políticos inescrupulosos, a tirarem proveitos em pleitos “Político-Eleitorais”... Que obviamente, usavam como “Palanque Eleitoral”, para se perpetuarem no “Poder”... Que hipocritamente, se pré-julgavam os “Salvadores da Pátria...”


PEDRO SEVERINO DE SOUSA
ESCRITOR DO LIVRO:
ÁGUA: A ESSÊNCIA DA VIDA
João Pessoa(PB), 28.11.2008






quarta-feira, 26 de novembro de 2008

BANCO MUNDIAL EMPRESTA US$ 20,9 BILHÕES PARA COMBATE À POBREZA NA PARAÍBA






VÍDEO SOBRE...



Agricultura Familiar e Agroecologia




BANCO MUNDIAL EMPRESTA US$ 20,9 BILHÕES PARA COMBATE À POBREZA NA PARAÍBA


Washington, 25 nov (EFE).- O Banco Mundial (BM) anunciou hoje a aprovação de um empréstimo de US$ 20,9 bilhões para financiar um programa de redução da pobreza rural na Paraíba.

Em comunicado, o BM indicou que o projeto tem como objetivo melhorar o acesso aos serviços e a infra-estrutura socioeconômica em pequena escala, e servirá para aumentar as entradas e os ativos de capital mediante o investimento em atividades produtivas.

Também fortalecerá os distritos municipais e as associações comunitárias em seus esforços para colher fundos e harmonizar políticas de distribuição de investimentos públicos a fim de beneficiar os setores mais pobres das localidades rurais. No comunicado, o BM indicou que o empréstimo foi concedido com um prazo de amortização de 19 anos e quatro de graça.








FONTE: G1


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A IRRIGAÇÃO NO NORDESTE DO BRASIL







VÍDEO SOBRE..


PROJETO MANDALLA
NA PARAÍBA
GLOBO RURAL





A IRRIGAÇÃO NO NORDESTE DO BRASIL

Irrigação é um meio artificial de jogar água nas culturas agrícolas, quando as dotações pluviométricas não são suficientes para garantir a essas mencionadas culturas agrícolas as suas sustentabilidades... E conseguentemente as colheitas dos seus frutos...A irrigação é de suma importância para o Semi-árido nordestino, isto por que, por ser uma região, como todos sabem, de chuvas irregulares no tempo e no espaço...Entretanto, apesar da extrema necessidade de se irrigar aquino nordeste do Brasil, ainda estamos engatinhando nesta praticamilenar...
Que vem mesmo antes de Cristo, na Mesopotâmia, através dos Rios Eufrates e Tigres...Passando pela civilização Egípcias, através do Rio Nilo...Hoje, difundida... E implementada mundialmente... Mas, mesmo assim, apesar da necessidade imprescindível de se irrigar aqui no Nordeste do Brasil...Os agricultores, culturalmente falando, ainda esperam que chova, para se plantar...Aonde na maioria das vezes, tendo água e energia dentro de suas propriedades, e não plantam, ou melhor,não irrigam...



Diante do exposto, ao meu vê, é salutar, fazer uma reflexão a este respeito abordado anteriormente, aonde aqui no Nordeste do Brasil, perdura este atraso na concepção cientifica da irrigação... De fato, na realidade, falta uma "Política Governamental"... Que implemente de vez, assistência técnica e crediticia, que subsidie os "projetos de Irrigação", voltando para o Nordeste do Brasil...Como por exemplo, que subsidie, o custeio com energia desses mencionados projetos de irrigação...Pois, como se sabe, a energia, ainda é onerosa, na composição de custo desses projetos de irrigação para o Nordeste doBrasil...

Por ser uma agricultura irrigada de pequena escala e magnitude, além da adversidade climática, onerando, obviamente, a produção final, que indubitavelmente, perderá competividade com produtos similares produzidos em outras regiões do Brasil, como por exemplo, a região centro-sul, por ter a décadas, já uma agricultura irrigada e mecanizada...Afora, possui um clima menos adverso do que a região Nordeste do Brasil...Que os "Tecnocratas" desta área pensem nisso...

“Partindo desses pressupostos abordados anteriormente, seria interessante que o Governo Brasileiro, criasse um "Programa Social de Tarifa Zero"( similar ao "Fome Zero")...Sobre o custeio de "Energia Elétrica"...Só assim, tiraria o Nordeste do Brasil...Do atraso secular sócio-econômico-cultural...Que sempre o "Sertanejo Nordestino"...Sofreram...Evitando desta forma o "Êxodo Rural"...Para outras "Regiões Brasileira"...Como por exemplo, Rio de Janeiro e São Paulo...Aonde certamente, repito, tirará o Nordeste do Brasil... Do atraso secular sócio-econômico-cultural... “



DO ESCRITOR DO LIVRO:
ÁGUA: A ESSÊNCIA DA VIDA
PEDRO SEVERINO DE SOUSA
PATOS(PB), 20.11.2008

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

PADRE DJACY BRASILEIRO SE SOLIDARIZA COM DOM ALDO PAGOTO






Recentemente o Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, recebeu duras críticas do Bispo da Igreja Brasileira de Campina Grande, Dom Júlio Paiva. Em reposta às declarações de Dom Júlio, o padre Djacy Pereira Brasileiro enviou à Imprensa uma nota de solidariedade a o Arcebispo da Paraíba. Veja, na íntegra, a nota do Padre Djacy Pereira Brasileiro:


Dom Aldo é pastor profeta corajoso, sensível, humano, inteligente, culto, sábio e verdadeiro defensor da Igreja; que busca a Deus na oração, na vivência dos sacramentos e do Evangelho e, sobretudo, quando defende o povo de Deus das ciladas do demônio.


Com estas palavras, quero como sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana, expressar minha irrestrita e incondicional solidariedade ao meu querido irmão no sacerdócio, dom Aldo pagotto, arcebispo da Paraíba,quando tomando posição em defesa da Igreja,da sua doutrina e do povo católico, é vítima de incompreensões, de impropérios, de palavras descabidas.


Dom Aldo, como uma autoridade eclesiástica, que goza de grande prestígio e reputação no meio eclesiástico e junto ao povo de Deus, e além de grande pastor profeta, merece ser tratado com muito RESPEITO E DIGNIDADE. Afinal, ele como responsável pela arquidiocese tem o legítimo dever de pastor, de defender seus fiéis dos ataques dos lobos vorazes e, ao mesmo tempo, orientá-los para não caírem nas armadilhas dos falsos profetas, que visam somente explorar, enganar e abusar da boa fé do povo de Deus.



Dom Aldo, hoje, no nosso Estado, é indubitavelmente, uma voz firme, corajosa, destemida, valente e sem medo em defesa dos oprimidos, excluídos, marginalizados... É um profeta cuja fé é libertadora, atuante, contextualizada, historicizada, envolvente. Sua mensagem de pastor profeta desmascara,incomoda,chama a atenção, vai ao âmago da realidade. Dom Aldo quando fala, fala com autoridade, com franqueza, objetividade, sem vacilar, sem arrodeio, vai direto ao assunto com muita contundência, objetividade, e o melhor, com amplo conhecimento de causa. Sua fala impressiona, abala e toca nos corações não só dos cristãos, mas de todas as pessoas de quaisquer credos religiosos. Um verdadeiro arauto, um profeta da Igreja neste mundo hodierno, pois, em nome do Evangelho e da Santa Igreja, toma posições em defesa da cultura da vida, como por exemplo: posicionamento corajoso em defesa da transposição de águas do rio São Francisco para o nordeste setentrional, combate à onda de violência, critica os políticos corruptos, desmacara os falsos missionários, que em nome da
fé cristã, exploram, enganam o povo de Deus, clama em defesa das vítimas da seca ou das enchentes e exige dos seus padres postura profética.



O Arcebispo de Paraíba, na condição de verdadeiro pastor profeta, toma posição corajosa, arriscada e mesmo assim, não teme reações contrárias. Só quem assume o Evangelho de
Jesus cristo de forma incondicional, radical, tem essa santa postura de evangelizar.


Parabéns, dom Aldo, pela sua postura profética em defesa da Igreja, do povo de Deus e da vida humana e ecológica. Que Deus o abençoe sempre e no final da sua missão de pastor, poderá dizer com são Paulo: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim,mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua Aparição”. A Igreja está ao seu lado, Dom Aldo, para defendê-lo, apoiá-lo e dizer-lhe: coragem, vá em frente, pois esta é sua missão: amar e defender o povo de Deus.


“Bem aventurados sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem e,mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois foi assim que perseguiram os profetas, que vieram antes de vós” (Mt,5,11-12).





Santa Cruz, 15 de novembro de 2008.


Padre Djacy Pereira Brasileiro




terça-feira, 11 de novembro de 2008

OS NORDESTINOS CLAMAM: QUEREMOS ÁGUA!



VÍDEO SOBRE...
VELHO CHICO
OS NORDESTINOS CLAMAM: QUEREMOS ÁGUA!

Senhor Presidente Luís Inácio Lula da Silva,saudações!

É inconcebível, inadmissível e irracional não concretizar - por motivo de força ou pressão político-ideológica de quem quer que o seja - o sonho secular de doze milhões de nordestinos, que sofrem com as conseqüências nefastas da seca: a transposição de águas do rio São Francisco. Pois, Senhor Presidente, como é notório, esse mega projeto-repudiado, ridicularizado, criticado e objeto de desavenças tornar-se-á, indubitavelmente, para esse contingente populacional em estado de desespero, uma alternativa de caráter definitivo, necessário e eficaz para atenuar o drama da falta de água que assola impiedosamente toda essa gente, que reside na região setentrional do nordeste. E essa situação tornar-se-á ainda mais grave, segundo especialistas, com o fenômeno do aquecimento global.
A sede mata, logo quem tem sede não pode esperar. É questão de vida ou morte. De que lado, então, o Presidente da República está? Se for da vida, vale apenas e tem sentido enfrentar com ousadia política os ventos contrários. Tudo pela vida!E ainda, se os contra dizem que um dia o “velho Chico” morrerá por causa da transposição -mera suposição - saiba que, vidas humanas já estão sendo ceifadas, pela sede e fome. Diante dessa dramática realidade que assola milhões de nordestinos, espero que diga para o Brasil, que seu governo vai enfim, libertar esses seres humanos dessa aflição, executando a todo custo, este projeto de transposição de água do rio São Francisco para os quatro estados da região nordeste: Pernambuco, Paraíba, R do norte e Ceará. E tem que ser agora. Ou agora, ou nunca mais. Queremos pressa na execução da obra.

Vossa excelência, com raízes sertanejas, que sabe o que é seca com seus efeitos dramáticos, e dela fora vítima, a ponto de migrar-se para o sul, em busca de vida melhor, deve levar em estrita consideração e seriedade de nordestino, os anseios desse povo, no que tange à transposição. Para isso, é imprescindível, que o governo federal, através do Ministério da Integração Nacional, aja com pulso, determinação e grande vontade política na consecução dessa obra, tida como redenção para esses milhares de irmãos sedentos e caminho viável para o desenvolvimento da região no âmbito sócio-econômico. Por conta disso, excelência, não tema desagradar a muitos, ser alvo de desafetos, de criticas infundadas ou dissabores políticos, mas, sim, medo e constrangimento de não socorrer os que clamam pungentemente por água, pão, justiça, dignidade e qualidade de vida: “O vós, que passais pelo o caminho, vede e julgai se existe dor igual, a dor que me atormenta” (livro das lamentações). É o grito profético, Presidente, ecoando estrondosamente, na boca desses filhos sofridos de Deus, que moram nestas terras do chique-chique e mandacaru.

O senhor está no caminho certo, quando com espírito resoluto, determinado, empreende com justos propósitos governamentais, essa obra de tamanha envergadura, visando exclusivamente, uma política de combate aos efeitos da seca e o desenvolvimento sustentável da região, contrariando os que pensam diferentes e tentam a todo custo inviabilizar esse projeto. E acredito piamente, que tal propósito levado adiante pelo seu governo, não visa atender a interesses empresariais ou a grandes latifundiários, como muitos alegam, no que tange a um projeto econômico ligado ao agronegócio. Se assim o for, estará traindo suas origens e agredindo ética e moralmente os que gritam por vida e dignidade, colocando seu governo a serviço dos abastados, o que caracterizaria um ato de irresponsabilidade e falta de compromisso com essa região por muito tempo esquecida e desprezada pelos governantes; massacrada pela seca, e marcada pelo o atraso sócio-econômico e injustiças sociais.

E por fim, entre os radicalmente contra, que tentam a todo custo inviabilizar, ou impedir a execução dessa obra, por meios de argumentos técnicos, ações judiciais e até mesmo através de protestos e esse contingente populacional, que já beira à morte e não vê outra saída, a não ser esse projeto de interligação de bacias com transposição de águas do rio São Francisco, vossa excelência deve desconsiderar aqueles e optar de forma segura e peremptória por estes, por se tratar de princípios humanísticos, sem prescindir de uma consistente e perene política de revitalização dos afluentes do “velho Chico”, já que se faz necessário e urgente, para que assim, possa continuar jorrando água para satisfazer as necessidades básicas e desenvolvimento do povo e da região. Afinal, transposição é sinônimo de vida, e ser a favor desse projeto é optar por vidas que clamam por um copo dágua. Ser contra, é indubitavelmente, fechar os olhos e endurecer o coração para os filhos de Deus, que desesperados clamam: Presidente Lula, queremos água. Faça a transposição e assim viveremos com dignidade.

Em nome de Jesus Cristo, que convivendo com o povo sofrido, esmagado, pisoteado, injustiçado e agredido da famigerada Galiléia (hoje, o nordeste setentrional do Brasil) dissera: “eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundancia”, eu o abençôo e rezo a este mesmo Senhor defensor irredutível dos pobres, para que o proteja e o faça forte, perseverante e destemido na execução – repito - desse projeto, que só pode ser abençoado por Deus, já que visa socorrer seus filhos sofridos neste pedaço de chão Brasileiro.

Eis o que diria São Francisco a vossa excelência, caso estivesse vivo: onde houver fome, que leve pão, onde houver sede, que leve água! Não deixe que milhões de filhos meus morram por falta d’água. Faça a transposição e será abençoado, porque água é para ser partilhada com quem tem sede.
Atenciosamente,
Padre Djacy Pereira Brasileiro
Administrador paroquial.
Santa Cruz, PB -17-10-07.
Fone: 9911-314183-3536-1119

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

POPULAÇÃO DESESPERADA CLAMA POR ÁGUA



VÍDEO SOBRE...

FALTA DE ÁGUA













POPULAÇÃO DESESPERADA CLAMA POR ÁGUA




A comunidade do Distrito de Casinha do Homem, no município de Santa Cruz, no alto sertão da Paraíba, clama por água. A situação é gravíssima, muito dolorosa. O povo está sofrendo muito. Trata-se de uma população de mais de mil pessoas.

Como pastor desse povo, venho clamar às autoridades do Estado medidas emergenciais, no sentido de amenizar o drama pela qual passa essa comunidade. Providências têm que ser tomadas com urgências.

Na próxima terça-feira, dia 04, iremos fazer uma GRANDE MOBILIZAÇÃO na comunidade, visando chamar a atenção do governo do Estado para a gravidade do problema. Na ocasião, será erguida a CRUZ DE LATAS, como símbolo maior de nossa luta por água.
Sou padre desse Distrito, por isso, sinto-me na obrigação de estar ao lado desse rebanho, que grita pelo o líquido precioso. Não se trata de sensacionalismo, é pura realidade. A sede é grande e a população está revoltada.


MOBILIZAÇÃO



Data: 04 de novembro de 2008 (próxima terça-feira) Local: Distrito de casinha do homem (9 km da cidade),em frente à capela.
Hora: 09h00minh da manhã.


Santa Cruz - Pb,
29 de outubro de 2008.
Padre Djacy P. Brasileiro.
Tel. 83-3536-1119 ou 9911-3141



terça-feira, 28 de outubro de 2008

QUESTIONAMENTOS SOBRE A TRANSPOSIÇÃO





VÍDEO SOBRE...

PROJETO SÃO FRANCISCO









QUESTIONAMENTOS SOBRE A TRANSPOSIÇÃO


Olá Zé Nilde, respondendo a você a onde pergunta sobre a Transposição se vai chegar à Paraíba, por onde? Pelo Rio Piancó ou pelo Piranhas? Te afirmo que erroneamente, os técnicos(Franscisco Sarmento, Rômulo Macedo, entre outros) a pedido do então (1998) Ministro da Integração Fernando Bezerra, Norte-Riograndense Casado e Batizado do Governo FHC, optaram na entrada pelo Eixo Norte, derivação esta que vai para os sertões da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, no caso especifico da Paraíba, pela as nascentes do alto- Piranhas, que deságua no Açude Eng. Ávidos...Além do Eixo Leste, que cai nas nascentes do Rio Paraíba, no Município de Monteiro(PB), aí dispensa comentários, pois foi uma decisão acertada...

Quando eu falo que a entrada pelo Eixo Norte, foi uma decisão errada, foi por que, a priori, quando já se discutia sobre a Transposição, no Governo Militar do General João Batista Figueiredo, quando era o então Ministro Mario Andreazza se tinha uma única entrada, que era justamente, pelo o Eixo Norte, que para o Ceará iria pelas as Nascentes do Rio Salgado, nas mediações de Milagres(CE), já concernentes a entrada pela Paraíba, viria pelo Rio Piancó, que cairia no Açude de Coremas, a grande caixa da água do Estado da Paraíba, donde cairia no Rio Piranhas/Açu, atendendo em cheio o Estado do Rio Grande do Norte...O Rio Grande do Norte, é que teria que fazer a derivação Rio Apodi para neste caso atender a Região do Apodi, polarizada por Mossoró...Já no caso da Paraíba, ou melhor de se atender o Cariri, Curimatau e o compartimento da Borborema, especificamente Campina Grande, seria feito uma derivação do Açude de Coremas até as nascentes do Rio Taperoá, que deságua no Rio Paraíba, daí solucionaria a Entrada do Eixo Leste, como abordei anteriormente...No ensejo, anexo a este texto, o um artigo meu, que aborda em parte, esta questão, além que a partir deste referido texto suscitou também a Federalização do Rio Piancó, através de resolução baixada pela ANA (Agência nacional de Águas)...



Eis o artigo:




É A BACIA DO PIRANHAS(*) OU DO PIANCÓ?
Está em todos os livros de geografia da Paraíba, sem exceção, quer seja didático, paradidático, ou de leitura complementar, diz que a bacia do Rio Piranhas, é a principal bacia hidrográfica do sertão paraibano. Tendo vários Rios como seus afluentes. No alto-Piranhas, Rio do Peixe. No médio-Piranhas, Rio Espinharas, Rio Panati, Rio Sabugi, entre outros, inclusive, o Rio Piancó e Rio Aguiar. Já no baixo-Piranhas, o Rio Piranhas: deságua no Rio Açu, formando a bacia Piranhas-Açu.

Entretanto, vejo discrepância nesta afirmação, em o Rio Piranhas ser a principal bacia hidrográfica do sertão da Paraíba. Pois, se não vejamos: o Rio Piranhas em toda sua nascente, até mesmo considerando as bacias hidrográficas dos açudes de Engenheiro ávidos, São Gonçalo e Lagoa do Arroz, que deságua no Rio do Peixe, toda esta bacia hidrográfica mencionada anteriormente, só representa 1662km² (mil seiscentos e sessenta e dois quilômetros quadrados), e toda sua bacia hidráulica somente acumula 380.000.000m³ (trezentos e oitenta milhões) de metros cúbicos de água...

Enquanto que as bacias dos Rios Piancó e Aguiar, que alimenta o sistema Estevão Marinho- Mãe Dágua, têm quase 8.000km² (oito mil de quilômetros quadrados) de bacia hidrográfica e um volume de 1358.000.000m³ (um bilhão trezentos e cinqüenta e oito milhões) de metros cúbicos de água de bacia hidráulica.

Então, se vê a olho nu, não precisa nem mesmo de uma analogia mais apurada para se constatar que a bacia do vale do Piancó, é bem maior do que a bacia das nascentes do Rio Piranhas, como mostra os números mencionados anteriormente. E é de uma supremacia bem superior, pois, tanto a bacia hidrográfica do vale do Piancó, é 5(cinco) vezes maior do que a bacia do Rio Piranhas. E também referente à bacia hidráulica, só basta citar a bacia hidráulica do sistema Estevão Marinho-Mãe Dágua, que é 3,5(três vezes e meia) maior do que toda bacia hidráulica do alto Piranhas, inclusive, incluindo os açudes Engenheiro Ávidos, São Gonçalo, Lagoa do Arroz e até mesmo o Açude de Pilões.

E têm mais ainda, o sistema Estevão Marinho- Mãe Dágua, desde do inicio da década de 50, existe uma hidrelétrica, com uma vazão regularizada de 6m³/s(seis metros cúbicos por segundo), diuturnamente, perenizando Rio Piancó até a confluência com Rio Piranhas no município de Pombal (PB), que desemboca no Rio Açu, formando a bacia Piranhas-Açu.

E o mais absurdo de tudo isto, segundo meu ponto de vista, depois das discussões da Transposição das Águas do São Francisco para os Sertões do Nordeste do Brasil, que concerne à ramificação (entrada) pelo Sertão da Paraíba, deveria ser pelo vale do Piancó, e não pelas a nascente do Rio Piranhas, segundo o Projeto da Transposição, elaborado pelo Ministério da Integração Nacional. Até porque o sistema Estevão Marinho-Mãe Dágua, conhecido popularmente como o açude de Coremas, é a grande “caixa dágua” do Estado. E tem mais, segundo ao “Plano das Águas”, existem 12 projetos Hidroagrícolas para Estado da Paraíba, dos quais nove são encravados no vale do Piancó: Piancó l,ll,lll, lV, V, Vl, Poço Redondo (Santana de Mangueira), Projeto Gravatá (Nova Olinda) e Projeto Genipapeiro (Olho Dágua) e Mais o Projeto das Várzeas de Sousa, alimentado pelo Canal da Redenção, que sua tomada dágua, é no açude de Coremas... Se realmente a Transposição vier acontecer um dia, e a ramificação do sertão da Paraíba, for mesmo pelas as nascentes do Rio Piranhas, que deságua no Rio do Peixe nas várzeas de Sousa, o Canal da Redenção perderá o seu sentido de ser.



É bom ressaltar que o reservatório Estevão Marinho – Mãe Dágua, constitui-se num dos maiores complexos hídricos da região Nordeste, cuja capacidade máxima chega a mais de l,35 bilhão de metros cúbicos de água, além de dispor de uma hidrelétrica que até a década de 1970 abastecia quase toda região sertaneja como fonte de geração de energia elétrica, e hoje está interligadas ao sistema CHESF, com Paulo Afonso, Estado da Bahia; também uma grande maioria da população paraibana e brasileira não sabe que este grandioso complexo construído nas décadas de 1940 e 1950 tem como meta mais ambiciosa a implantação de um Pólo de Desenvolvimento, denominado, de Meridiano 38, cujo projeto se encontra atualmente no Ministério da Integração Nacional da Presidência da republica.

Caso seja implantado o projeto Meridiano 38 em nosso Estado, vai trazer a redenção de toda essa área (sertão Paraibano), prevendo inclusive a criação de uma Faculdade de Agronomia, escola Técnica Agrícola e Centro Administrativo de Política Agrícola, visando a irrigação de milhares de hectares de terra, trazendo empregos e rendas para inúmeros paraibanos, tendo como epicentro deste Pólo de Desenvolvimento, justamente cidade de Coremas.

(*) Agora, entretanto, provavelmente, os Geógrafos, Engenheiros e os pseudos hidrólogos, entre as décadas de 10 e 20, porventura dos estudos das bacias hidrográficas do alto sertão paraibano, acharam e classificaram a bacia do alto Piranhas, como sendo a principal, até porque, nestas citadas décadas, ainda não estavam construídos os complexos Estevão Marinho-Mãe-dagua, São Gonçalo e tão pouco Engenheiro Ávidos... No entanto, no período chuvoso, entre Janeiro e Junho, a bacia hidrográfica do Rio Piancó, por ser mais íngreme (até por não ter uma várzea, similar como as várzeas de Sousa), em toda sua extensão, escoava todas suas águas para confluência com Rio Piranhas...Já na bacia do alto Piranhas, de Janeiro a Dezembro, escoava suas águas para o Rio Açu, formando o Piranhas-açu. Como é sabido por todos de Janeiro a Junho, o sistema Piranhas-açu, é contribuído pelo próprio Rio Piranhas, alêm do Rio Piancó, Rio Aguiar, Rio Espinharas, Rio sabugi e Rio Seridó, entre outros...Todavia, de Julho a Dezembro, só a bacia hidrográfica do alto Piranhas, alimentava o sistema Piranhas-Açu, através das várzeas de Sousa. Devido às várzeas de Sousa no período invernoso acumulava água e no período de estiagem de Julho a Dezembro, alimentava o citado sistema Piranhas-Açu.




Carta para *Zé Nilde em 11/11/2005

*JOSÉ NILDE, FUNCIONÁRIO APOSENTADO DO DNOCS
RESIDENTE EM FORTALEZA - CE