quarta-feira, 24 de setembro de 2008

COMITÊ PRÓ-TRANSPOSIÇÃO ANUNCIA LANÇAMENTO DE REVISTA SOBRE O TEMA E DEZEMBRO





VÍDEO SOBRE...




COMITÊ PRÓ-TRANSPOSIÇÃO ANUNCIA LANÇAMENTO DE REVISTA SOBRE O TEMA E DEZEMBRO



Uma reunião do Comitê Estadual de Defesa do Projeto de Transposição do Rio São Francisco definiu que será lançada em dezembro a Revista Transposição. Com 20 mil exemplares da publicação será levada às escolas da rede pública e privada, como também para as universidades e faculdades de todo o Estado. A reunião aconteceu na noite desta terça-feira, 23, na sede da Famup (Federação dos Municípios Paraibanos), em João Pessoa. Nesta quarta-feira, 24, às 18h30, está agendada a segunda reunião. Os trabalhos foram coordenados pelo presidente do Comitê, arcebispo Dom Aldo Pagotto e pelo secretário, Chico Lopes. Participaram do encontro alguns jornalista que estiveram na caravana que visitou, em julho, o andamento das obras dos dois canais (Leste e Norte), responsáveis por levar uma pequena parte das águas do Rio São Francisco para mais de 500 municípios nordestinos. “A proposta da revista é fazer um resgate histórico do Comitê, entrevistar técnicos, políticos e personalidades envolvidas no processo da transposição e esclarecer à população o que realmente representa o Rio São Francisco para os quatros estados (Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco) beneficiados com uma das mais importantes obras do país que levará água para mais de 12 milhões de nordestinos”, comentou Dom aldo Pagotto. Debates – No dia 20 de outubro, dom Aldo Pagotto, Chico Lopes e o deputado federal, Marcondes Gadelha participam de uma mesa redonda, no Campus da Universidade Estadual de Catolé do Rocha. Na pauta, a transposição do Rio São Francisco.


FONTE:
WSCOM Online

sábado, 20 de setembro de 2008

O NORDESTE E SUAS CHUVAS IRREGULARES...






VÍDEOS SOBRE...


Nordeste - Legião Urbana - Que país é esse?
http://www.youtube.com/watch?v=mm7KGCr6u4I

VIDAS SECAS-GRACILIANO RAMOS
http://www.youtube.com/watch?v=itxGbUxE8DQ&feature=related



Vidas Secas
http://www.youtube.com/watch?v=RwcemAqA9-c&feature=related









O NORDESTE E SUAS CHUVAS IRREGULARES...
(NO TEMPO E NO ESPAÇO)





É de conhecimento de todos, que as chuvas no semi-árido do Nordeste do Brasil, é mal distribuída no tempo e no espaço... E que sua causa provável, talvez seja, devido a sua diversidade topográfica de sucessivas serras, planaltos e chapadas... Contrapondo a isto, existem as pequenas planícies, vales e depressões, caracterizando, portanto, a uma região de revelo heterogêneo, ou seja de altos e baixos...Contudo, se tivesse uma topografia só de planalto ou de planície, provavelmente, teria uma estação chuvosa regular. Um exemplo disto, é sobre a estação chuvosa da Amazônia, que é abundante, e estar dentro de uma imensa planície... Evidentemente, não só a planície amazônica, formou esta colossal Bacia Hidrográfica, que detém 11,6% de toda água doce superficiais da hidrosfera terrestre disponíveis ao homem. Sobretudo, devido a sua localização geográfica, por estar dentro dos trópicos, principalmente, na sua faixa equatorial, por ter verão o ano todo... Obviamente, tem um intenso e permanente calor, suscitando uma intensa evaporação das águas de sua bacia hidrográfica fluvial (que é imensa), mais (+) a evapotranspiraçao, através da fotossíntese desta grandiosa floresta Amazônica, afora as umidades vindas do oceano atlântico, que são canalizadas neste planisfério vasto ecossistema amazônico, favorecendo as chuvas...



Porventura, alguém perguntar, se a faixa equatorial africana, é tão chuvosa, quanto na faixa equatorial amazonense? É evidente que não., A faixa tropical africana, ou melhor, a faixa equatorial,*(nunca teve), não tem e nunca terá a prerrogativa natural de ter uma imensa bacia hidrográfica, como na Amazônia, **quase totalmente coberta por água, que torna susceptível a intensa evaporação, aonde não é água, é floresta (onde é o pulmão do mundo), que também, é susceptível a grande evapotranspiração, através da fotossíntese... Entretanto, todo continente africano, próximo ao litoral do oceano Indico, é cortado transversalmente do norte ao sul, por altos planaltos e montes, principalmente em sua faixa equatorial, onde fica o monte kilimanjaro, entre Uganda, Quênia e a Tanzânia, impossibilitando pelo visto, em parte, o avanço de massas úmidas para o interior do continente africano...E que por via de conseqüência, privando o continente africano de densas florestas, predominando as savanas africanas, que tem uma certa semelhança com o cerrado mato-grossense e a caatinga do sertão nordestino brasileiro...Privando também, de grandes bacias hidrográficas, que a grande maioria de seus rios, nascem e morrem, dentro próprio continente africano. Que dentro de pouquíssima exceção, se destaca o Rio Nilo, que nasce no Monte Ruvenzori em Uganda, atravessando o Sudão e o Egito, desaguando no Mar Mediterrâneo. Entretanto, entre os escassos recursos hídricos africanos, merece destaque o lago Vitória, o segundo do mundo, só perdendo para o lago Superior, que fica, entre o Estados Unidos (EUA) e Canadá. E mesmo assim, deve-se ressaltar, que o lago Vitória, fica em plena faixa equatorial africana, dentro do planalto dos grandes lagos, entre os Países de Uganda, Quênia e Tanzânia, e estar bem próximo a monte Kilimanjaro.

Outra região, que é duplamente beneficiada por chuvas de planície e de planalto, é o Pantanal Mato-Grossense. Por ter excelentes índices pluviométricos, e estar encostado (vizinho) a Bacia Platina, que tem vários rios caudalosos, como os Rios Paraná, Paraguai, e o Uruguai, que deságuam no Rio da Prata... Além das baias fluviais, lagos e lagoas, formando uma grande bacia hidrográfica, susceptível a uma intensa evaporação para a formação de chuva no Pantanal Mato-Grossense e até mesmo, na formação de chuvas no Planalto Central Brasileiro, precisamente nas serras do Roncador e do Caiapó, e que quase, como efeito dominó, as chuvas precipitadas sobre as referidas serras (do roncador e do caiapó), são drenadas para o próprio Pantanal Mato-grossense...




O semi-árido, ou melhor, o Polígono das Secas:


Compreende desde do Norte de Minas Gerais, indo até ao Piauí, incluindo até mesmo seu litoral e do Ceará, inclusive sua capital Fortaleza... Dentro do Nordeste, só o Estado do Maranhão, estar livre do polígono das secas, devido, receber influência da estação chuvosa do Meio-Norte, precisamente do estado do Pará. Em conseqüência disto, tem uma estação chuvosa abundante, para não dizer amazônica.

Segundo o dicionário Aurélio, semi-árido, que dizer, quase seco, de pouca umidade...Dentro da climatologia, regiões semi-áridas, são regiões de poucas chuvas...E que até mesmo em ano chuvoso, são chuvas mal distribuídas no tempo e no espaço... Agora como explicar a semi-aridez e estar dentro de um polígono? Este fenômeno de secas periódicas no Nordeste, provavelmente, se justifique devido à heterogeneidade de seu revelo, de serras e vales...As sucessivas cadeias de serras, como a chapada do Araripe, que se estende de

Pernambuco ao Ceará, o Planalto da Borborema, que vai desde da divisa da Paraíba, com o Rio Grande do Norte, até o extremo oeste de Pernambuco divisa com o Ceará, que se junta em cadeia com a serra do Araripe, e mais (+) a Chapada Diamantina na Bahia, fechando hermeticamente o polígono, formando o polígono das secas...Já referente, a semi-aridez no norte de Minas Gerais, é devido à conjunção das cadeias de Serras, desde da Serra da Canastra, localizada a sudoeste de Minas Gerais, com a Serra do Espinhaço (mais a leste), que por sua vez se junta à parte meridional da chapada Diamantina...




Pelo visto, essas sucessivas cadeias de serra, planalto e chapada (Araripe, Borborema e Diamantina), em anos de El Nino, vem obstruir (barrar) em parte, a passagem das umidades trazidas pelas frentes frias e/ou massas de ar úmidas oriundas do oceano Atlântico, principalmente de Janeiro a Março, para essas regiões sertanejas e norte de Minas Gerais. E até mesmo, algumas frentes frias e as massas de ar úmidas, que quando chegam ao norte de Minas Gerais e ao semi-árido nordestino, não encontram umidade suficiente para formação de chuvas, configurando deste modo, os anos de “estiagens”, ou melhor, de secas... E que, as poucas chuvas, que ocorrem nestas referidas regiões, em ano de “estiagem”, ou melhor, em ano de “El Nino”, são, justamente, em suas regiões serranas de planaltos e chapadas:



(que são os brejos do norte de Minas Gerais e os brejos nordestinos) e na sua faixa litorânea, desde do Piauí até a Bahia, exceto o norte de Minas Gerais, por não possui litoral. Talvez, por isso, explique, as irregularidades espaciais das chuvas no semi-árido brasileiro...

Gosto de citar, só como exemplo, que dentro da climatologia terrestre, existem diversas localidades e regiões, que são áridas e semi-áridas, devido a obstruções (barramentos) de correntes de umidades feitas pelas as serras, montanhas e cordilheiras para as suas regiões adjacentes e por via de conseqüência, formado deserto...Um exemplo mais palpável disto, é o deserto do Atacama no Chile, devido obstrução das umidades das correntes marítimas do Pacifico, pela Cordilheira dos Andes, que porventura, viria para este mencionado deserto chileno...

Já as irregularidades temporais das chuvas, decorrem dos anos de El Nino (de poucas chuvas) e La Nina (de muita chuva)...





É bom ressaltar, que em ano de El Nino, até na Amazônia, diminui a sua umidade relativa do ar, e que em conseqüência disto, diminui seus índices pluviométricos... Mais outra razão em ano de El Nino, da semi-áridez do polígono das secas. Até porque, as chuvas formadas dentro polígono das secas, principalmente de Março até Junho, recebem influência direta das convergências de umidades intertropicais, vindas da Amazônia...

Em suma, donde se conclui, que o El Nino e os Planaltos, as cadeias de Serras e as Chapadas, determinam a escassez de chuvas e suas irregularidades no tempo e no espaço, no semi-árido brasileiro...Na ausência do El Nino, atua o La Nina, que vem estabelecer as condições normais das estações chuvosas no nosso Semi-árido...Agora, entretanto, não vem explicar as causas, desta situação atípica dos três últimos Janeiros, de chuvas abundantes, bem acima da média histórica, principalmente em Janeiro de 2004...Alguns meteorologistas, defenderam algumas possíveis causas, dizendo que foi devido à conjunção dos sistemas atmosféricos, favoráveis a formação de chuvas abundantes, como, La Nina, frentes frias, vórtice de umidades intertropicais, etc... Não dizendo, as causas da conjunção desses mencionados sistemas atmosféricos...Quando interpelados, sobre as possíveis causas, desta “Conjunção atmosférica”, disseram que as causas desta mencionada conjunção atmosféricas, foram devido ao superaquecimento das águas do oceano atlântico tropical, principalmente na sua faixa equatorial, decorrente do intenso calor do verão no mês de Janeiro no Hemisfério Sul...Ora, desde os primórdios da civilização humana, depois da invenção do calendário para medição do tempo, e obviamente, com o conhecimento da Geografia, sabe-se, que existe o calor do verão em Janeiro no hemisfério sul...Partindo, deste pressuposto, pergunta-se, por quê, só nestes três últimos Janeiros, superaqueceu as águas do oceano atlântico tropical? Será que foi por causa do aquecimento global?. Se sim, ótimo (pelo menos no mês de Janeiro) para nós Nordestinos, e péssimo, para os Sulistas, Paulistas, Cariocas e uma grande parte dos Mineiros...Até porque o aquecimento global é crescente...Consubstanciando esta premissa, se vê que, são crescentes os índices pluviométricos no semi-árido brasileiro...E, uma prova inconteste disto, são os três últimos Janeiros (2002, 2003 e 2004)... Enquanto que, no Centro-Sul, nos respectivos meses e anos, ou seja, os Janeiros de 2002, 2003 e 2004, decresceram os seus índices pluviométricos...

















(*),(**)= Deve-se ressalvar, em dizer que, a faixa equatorial da continente africano,* nunca teve uma bacia hidrográfica, **quase totalmente banhada por água, como na bacia amazônica...Entretanto, se for considerar o planeta terra antes das deriva dos continentes na pangéia, continente antigo que, conforme certa teoria, era constituído pela reunião dos atuais continentes, os quais teriam surgido pela fissura do bloco original. Só depois da deriva dos continentes, que se definiu a continentalidade das regiões do planeta Terra...Todavia, não só a faixa equatorial africana, como toda superfície terrestre, era coberta por água...Uma prova palpável disto, é que no monte Everest no Himalaia, a 8.868m de altitude, encontraram fósseis de peixes... Agora, como explicar, que depois da deriva dos continentes, veio aflorar a superfície terrestre, com se encontra hoje? E essa água que cobria toda superfície terrestre foi parar aonde?... E que, segundo a hidrologia, toda massa hídrica da hidrosfera terrestre, não diminui, só muda de local... Obviamente, com a deriva dos continentes (que existe até hoje), formou e ainda forma (considerando o tempo geológico), enormes abismo, na maioria deles, abissais, que são profundezas oceânicas, abaixo de dois mil metros e de enormes distancias de milhares de quilômetros, nesses abismos, sobretudo, entre a América do Norte e a Europa, e não menos grandioso, entre América do Sul e a África... Não entrando nos pormenores desta questão, só aí explica, para aonde foi a água que cobria toda superfície terrestre, antes da deriva dos continentes...






DO AUTOR DO LIVRO:
ÁGUA: A ESSÊNCIA DA VIDA
PEDRO SEVERINO DE SOUSA
JOÃO PESSOA (PB), 25.02.2004





sábado, 13 de setembro de 2008

TRANSPOSIÇÃO... “AONDE A ÁGUA VAI... A VIDA VAI ATRÁS...”



VÍDEOS SOBRE...



Água, Fonte de Vida!
http://br.youtube.com/watch?v=0VlQqZGjsik



ÁGUA DA VIDA
http://br.youtube.com/watch?v=SHU27J7pwNM&feature=related



Preserve a Água!
http://br.youtube.com/watch?v=-Suk6xARzWU&feature=related







TRANSPOSIÇÃO... “AONDE A ÁGUA VAI... A VIDA VAI ATRÁS...”

É inconcebível que a “Tese” de alguns estudiosos, principalmente, os “Biólogos”, de “Teorizarem” que com a “Integração da Bacia do São Franscisco com os Rios Intermitentes do Semi-árido do Nordeste Brasileiro Setentrional, ou melhor, de PE, PB, CE, RN... Gerará um impacto ambiental sem precedente para os ecossistemas semi-árido destes respectivos Estados receptores das águas do São Francisco...”

Como se fossem as águas do São Francisco, “Envenenadas”, ou na melhor das hipóteses... Levaria vidas “Exóticas”, que iriam impactar ou, melhor, depredar já escassa biodiversidade dos sertões dos Estados receptores da Transposição...Justificada pela absurda “Teoria Biológica” de que, levando água a um ambiente onde ela é escassa, poderia ocasionar o aparecimento de uma espécie exótica de planta... Que por alopatia poderia eliminar as plantas endêmicas do clima desta região...Como o ecossistema do Semi-árido do Nordeste do Brasil, não fosse um só, ou seja, fosse completamente diferente, como por exemplo, um “Ecossistema Amazônico...”



Mas, mesmo assim, nunca é demais... “A Biodiversidade...” Se não existiria o próprio ecossistema amazônico...Aonde funciona harmoniosamente, a “Alelopatia”, que segundo o Dicionário Aurélio, é a ausência de conflitos entre os espécimes, bom entendimento...Para não dizer, conviver reciprocamente..


Tudo isto mostra ao meu vê, a destemperança, da “Turma do Contra”, a Transposição...Como se fosse a “Integração” dessas referidas bacias hidrográficas do nordeste brasileiro...Responsável pela a “Causa”... Do pré-anunciado, num futuro não muito longe, do “Deserto do Semi-Árido do Nordeste Brasileiro...” Pelo contrario, caso, não se faça, esta tão anunciada, necessária e imprescindível, Integração (Interligações) das Bacias Hidrográficas do Semi-Árido Brasileiro... Até mesmo, se possível, e é possível, com Rio Parnaíba no Piauí...Só assim, deixaremos de sermos, num futuro... Tão anunciado... De o Polígono das secas, que é o semi-árido do nordeste do Brasil, ser uma região inóspita...






Só através da Transposição: aonde a água vai, a vida vai atrás...



Só assim, a partir da aplicabilidade desta premissa, o sertanejo do nordeste do Brasil, sairá deste secular flagelo das secas...E é bom ressaltar, que esta premissa abordada anteriormente, foi inspirada naquele ditado popular, aonde diz: Aonde a Vaca vai... O boi vai atrás...Aonde denota, que obviamente, a vida Bovina se perpetua através deste ritual...Que não é diferentemente, a esta premissa, Aonde a Água vai...”, A Vida vai Atrás...”, Que pelo menos os contrários a transposição, pensem nisso!...





DO ESCRITOR DO LIVRO:
ÁGUA: A ESSÊNCIA DA VIDA
PEDRO SEVERINO DE SOUSA
João Pessoa(PB), 22/10/2005




quarta-feira, 10 de setembro de 2008

AVANÇOS DOS PROJETOS SÃO FRANCISCO SÃO APRESENTADOS NO SENADO FEDERAL




VÍDEOS SOBRE...



Brasília - Nesta terça-feira (09/09), o secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, Luiz Antonio Souza da Eira, e o secretário de Infra-Estrutura Hídrica, João Santana, participaram de audiência pública realizada pela comissão temporária externa do Senado criada para acompanhar o Projeto São Francisco.

O secretário-executivo Luiz Antonio destacou que o Projeto São Francisco vai além da integração de bacias hidrográficas, abrangendo o Programa de Revitalização, o Programa Água para Todos e mais 36 programas ambientais. “É um projeto que visa a segurança hídrica na região”, destacou. Em seguida, entregou ao presidente da comissão, senador Cícero Lucena (PSDB/PB), um vídeo sobre o Projeto São Francisco.

João Santana apresentou os avanços das obras e do Programa de Revitalização do rio São Francisco. A obra prevê a construção de dois canais, os eixos Norte e Leste, que levarão água para os Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Ceará. De acordo com o último relatório de ação do Projeto, dos R$ 5 bilhões garantidos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), R$ 2,11 bilhões já foram contratados.

No Eixo Leste (220 km), que beneficiará os Estados da Paraíba e Pernambuco, o Batalhão de Engenharia do Exército já executou 21,3 % do canal de aproximação de 5,8 km e 53,5 % da Barragem de Areias. O Eixo Norte (402 km) atenderá os Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte e já tem executados 23,9 % do canal de aproximação de 2,1 km e 40,4% da Barragem de Tucutu.

Serão implantados 36 Programas Básicos Ambientais (PBAs), que visam a eliminação, minimização e controle dos impactos ambientais provocados pela implantação e operação do empreendimento. O avanço desses projetos está em 45%.

Encontram-se em processo de licitação projetos para a construção de 340 casas de alvenaria em 17 comunidades Quilombolas, localizadas nos municípios pernambucanos de Cabrobó, Salgueiro, Carnaubeira da Penha, Floresta, Custódia e Mirandiba, e para construção de casas de alvenaria, Sistema de Esgotamento Sanitário e de Abastecimento de Água e postos de saúde para a comunidade indígena.

Ao final da apresentação, os senadores expuseram suas dúvidas e observações sobre os dados apresentados e receberam o convite do secretário João Santana para visitar os locais das obras.

O senador Lucena aceitou o convite e agradeceu a presença dos representantes do Ministério da Integração Nacional.


FONTE:
MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO


terça-feira, 2 de setembro de 2008

O VISIONÁRIO DO CARIRI PARAIBANO







VÍDEOS SOBRE...

Cabaceiras - Encanto do Cariri (parte 1)
http://br.youtube.com/watch?v=2G5k9ZWH9HM&feature=related


Cabaceiras - Encanto do Cariri (parte 2)
http://br.youtube.com/watch?v=EKOiKiwJyPM



Ariano Suassuna
http://br.youtube.com/watch?v=msKQmyIMS5g









O VISIONÁRIO DO CARIRI PARAIBANO
* ESCRITO POR IVALDO GOMES

Eu e minha mania de remar contra a maré. E ela chama-se Ariano Suassuna:


A maré da vez. Mas estou interessado em ressaltar, enaltecer outro paraibano arretado, também de Taperoá:


Ele não é autor de obras de cal e gesso, muito menos de papel e tinta. Mas é seguramente uma das melhores cabeças da Paraíba na e da atualidade.
*BALDUINO LÉLIS:



Deveria ter sido sempre levado mais a sério. O maior defeito de Balduino Lélis (se é que ele possui um defeito a ser destacado) é ser desapegado. É um visionário que enxerga as coisas no futuro do presente. Sabe do passado como ninguém. Vive um presente de olho no futuro, faz e propõe coisas que levaremos décadas para entendê-las em sua dimensão. É uma espécie de Leonardo da Vinci em pleno cariri paraibano.

É de Balduino Lélis a idéia de se ter/realizar uma Universidade Leiga do Trabalho:

Em pleno coração do cariri. Onde os ofícios possam ser repassados de uma geração para outra e ai sim garantir que a cultura do fazer de hoje e ontem possam acontecer no futuro. É dele a primeira tentativa paraibana de estabelecer um laboratório em fitoterápicos, onde as raízes e as ‘meizinhas’ de nossas avós pudessem sobreviver à alopatia (remédio químico) que tomou conta do mundo. Com ele vi nascer quatro museus temáticos. Os de Monteiro, Cabaceiras, Sumé e Taperoá. Foi com ele que aprendi que o que vale é o que está dito e nem sempre o que está escrito.

Quando vejo Ariano Suassuna sendo reverenciado e reconhecido por todos (nada mais justo), fico a cobrar-me (a cobrar de todos) o porquê de não se dá a mesma importância também a Balduino Lélis? Um criador, inventor, doutor da história, geografia, das artes e da reminiscência cararizeira. Folclorista, professor, colecionador, pregustador das coisas e da cultura do nordeste. Falar em Taperoá e não falar em Ariano Suassuna, Balduino Lélis, Manoelito Vilar, Vital Farias, é a mesma coisa que falar de Paris e esquecer do Museu do Louvre e da Torre Eifel. Mas cadê o reconhecimento público dessa figura fantástica que fez do seu ‘que fazer’ um testemunho de humildade, compreensão e visionice? A Paraíba precisa reconhecer e enaltecer a contribuição inestimável de Balduino Lélis ao pensamento contemporâneo da Paraíba.

Não sei por onde ele anda. Pois faz uns cinco anos que não nos vemos. Não sei como tem vivido e o que faz no momento. Com certeza deve andar de lá pra cá, em seu cariri velho de guerra, a propor soluções para que homens e mulheres possam viver melhor. Quando desci pela primeira vez na sua Taperoá e vi e vivi a Universidade Leiga do Trabalho que ele fez com seus próprios recursos, disse pra Ana Maria, minha companheira de estrada: esse cara é doido. Pois só um doido faria tudo isso dessa forma. Mais foram os ‘doidos’ que fizeram o mundo avançar. Quando fecho os olhos e me deixo invadir pela imagem desse homem fantástico que o barro do cariri conseguiu produzir, me encho de orgulho de ter podido desfrutar da sua amizade e da sua genialidade.

TAOEROÁ! TAPEROÁ! TAPEROÁ! TAPEROÁ!...
O que tens a esconder para produzir filhos tão ilustres? E viva...
Ariano Suassuna!
Balduino Lélis!
Manoelito Vilar! Vital Farias!

VIVA O CARIRI PARAIBANO!


*ESCRITOR IVALDO GOMES

FONTE: HERMES DE LUNA
16/06/2007 às 14:58



* BALDUÍNO LELIS,
ESTÁ INAUGURANDO NESTA QUARTA FEIRA(03.09.2008)
EM TAPEROÁ-PB.
O MUSEU DA ÁGUA E DA VIDA DO SEMI-ÁRIDO.










quinta-feira, 28 de agosto de 2008

O AÇUDE DE COREMAS

COORDENADAS GEOGRAFICAS
7°3'36"S 37°57'52"W







VÍDEOS SOBRE...


COREMAS,UM OÁSIS NO SERTÃO
http://br.youtube.com/watch?v=jCxUax27zkQ


COREMAS EM UMA EDIÇÃO DO MÍDIA VIVA PRODUÇÕES

COREMAS: UM DOS MAIORES AÇUDES DO NORDESTE SANGRA

http://br.youtube.com/watch?v=iYZcYkw4b_0&feature=related


TURISMO: VISITEM COREMAS NA PARAIBA
http://br.youtube.com/watch?v=bI3RmlWvbc4



O AÇUDE DE COREMAS






Introdução:


Em data de 03 de outubro de 1930 (sexta), o Brasil é sacudido pela eclosão da Revolução de 30:




Que terminou por colocar no poder o gaúcho Dr.Getúlio Dornelles Vargas(1882-1954):


Em 03 de novembro de 1930 (segunda). Foi um levante militar começado no Rio Grande do Sul, que contou com os apoios da Paraíba e Minas Gerais (Aliança Liberal) o movimento vitorioso governou, por durante longos 15 anos de 03 de novembro de 1930 até 29 de outubro de 1945 (segunda). Portanto toda obra gigantesca do açude de "Curema" (então vila de Piancó-PB), foi construída no período do Presidente Vargas... Fora marcante a presença do grande paraibano, Dr. José Américo de Almeida (1887-1980):




No cargo de Ministro da Viação e Obras Públicas, pois o governo Vargas havia estabelecido o "Plano de Ação", dentre os quais constavam os programas de construções de açudes no nordeste do país, com a finalidade de combater os efeitos dos flagelos das estiagens ( as secas):


Inicialmente o sertão paraibano não tinha sido contemplado; porém com o prolongamento da seca 1931/32 e a firme decisão do Ministro José Américo de Almeida (1887-1980), fora autorizada a inclusão da Paraíba, com determinação de logo iniciar a construção do açude de Curema, que tinha a grande finalidade de perenizar os rios Piancó e Piranhas, isto nos meados de 1932. O Ministro Paraibano chegou a exercer o cargo simbólico de Governador Provisório do Norte do país, considerado que foi, um dos líderes civil da vitoriosa Revolução de 30, nas regiões Norte/Nordeste. Antecedentes:

No começo do século XX ( durante a década de 10) ocorreu uma preocupação com os aproveitamentos dos acidentes geográficos tipo garganta, ou seja, um boqueirão entre duas serras, para que fosse repressada como açudes públicos, tendo-se manifestado favorávelmente dois ilustres escritores brasileiros, o Sr .Euclides da Cunha falando que é importante o aproveitamento dos boqueirões na obra preventiva contra as secas, notadamente no Nordeste, reafirmou isto depois que viu a face dramática do povo sertanejo, no famoso episódio da "Guerra de Canudos"(1893-1897).


O outro foi Sr. Irineu Ceciliano Pereira Jofilly(1843-1902), escritor paraibano) que dizia que o boqueirão é um local feito pela natureza para uma barragem. Enfim os primeiros estudos realizados em Coremas-PB, para viabilidade do grande açude foram autorizados pelo governo federal em data de 08 de agosto de 1911 (terça), tendo efetivamente iniciado 10 dias depois e com conclusão em data de 30 de novembro de 1912 (sábado), o órgão que era a "Inspetoria de Obras Contra as Secas" (atual DNOCS). Tendo a frente seu diretor, muito competente, o Engenheiro Miguel Arrojado Ribeiro Lisboa (1º Diretor Geral), sendo o Presidente da República, o Marechal Hermes Rodrigues da Fonseca (1910-1914), depois fora os estudos arquivados até idos de 1932, quando o já citado ministro paraibano do Governo Vargas, tirou-os do mundo dos planos e dos projetos. Fazendo aparecer em pleno sertão da Paraíba uma obra admirável da engenharia brasileira.


A Barragem do Açude de Coremas:



Foram necessárias quatro barragens para assegurar o imenso volume de água que se pretendia acumular no local, uma barragem principal no boqueirão e outras três auxiliares, em gargantas vizinhas. A data exata do início da construção ocorreu em 08 de abril de 1937 (quinta) e teve a conclusão precisa em 08 de maio de 1942 (sexta). A Barragem principal é de terra zoneada e provida de uma cortina impermeabilizadora de concreto armado, com 0,10 m de espessura na crista e 0,80 m na base, sendo pintadas as suas faces com inertol. Justaposta à cortina vem uma camada de areia grossa de 0,80m da espessura disposta verticalmente ao longo de sua face de jusante. O sistema de drenagem é composto de areia e de um lastro deste mesmo material em que é assente o maciço de terra de jusante da barragem, cuja saia é protegida por "rock-fill" de seção trapezoidal. O maciço de terra é composto a montante da cortina de material selecionado e a jusante da mesma de material de segunda ordem. A extensão pelo coroamento (barragem) tem um espaço de 1550 metros com altura máxima calculada em 50 metros, além de sua largura no coroamento ser de exatos 10 metros.
Observação:

Os estudos hidrológicos foram realizados pelo engenheiro Francisco Gonçalves de Aguiar com a precisão que os dados disponíveis na época puderam oferecer. Os dados de chuva foram obtidos por observação direta no período 1910-1940, em quatro postos no interior da bacia hidrográfica dos rios Piancó e Aguiar. As descargas máximas foram calculadas tendo em vista os níveis d'água máximos registrados e as precipitações observadas na bacia hidrográfica em função da maior altura da chuva ocorrida. De posse desses elementos foram calculadas as possibilidades das bacias hidrográficas dos citados rios, resultando para os dois açudes a capacidade total de 1.358.000.000 m³.

A barragem de Coremas, ficou assim por alguns anos conhecida até que por ordem do diretor geral do DNOCS, Dr. Elísio Carlos Dale Coutinho (1954-1955) ocorreu a mudança para o nome oficial atual homenageando o seu construtor, o engenheiro Estevam Marinho (na época já falecido) em data de 08/julho de 1955 (sexta). Os Jovens Engenheiros Idealistas:

O açude de Coremas nasceu grande, imponente, considerado como um marco na engenharia nacional e portanto orgulho de toda uma geração de engenheiros brasileiros, muitos trabalharam nas diversas fases da construção, dentre eles destacamos, além do seu engenheiro-chefe Dr. Estevam Marinho (1896-1953)...


Os engenheiros Renê Becker, José Correia de Amorim, Júlio Maranhão Filho, Manoel Santos de Figueira, Vilibaldo Coelho Maia, Egberto Carneiro da Cunha, Ivanildo Marinho Cordeiro Campos, Luciano Reis, Sebastião de Abreu, Otacílio dos Santos Silveira e Mario Brandi Pereira (os dois últimos fundaram o primeiro laboratório de Mecânica dos Solos do Brasil, em Coremas-PB) e finalmente o engenheiro Vitoriano Gonzalez y Gonzalez (espanhol radicado na Bahia) a quem coube concluir a obra da barragem de Mãe D'agua (1957).


A Barragem do Açude Mãe D'água: É do tipo submersível em concreto ciclópico com perfil Creager. No pé da jusante apresenta um dissipador de energia do tipo salto de esqui, que funciona como vertedouro do sistema. A descarga de fundo é formada por dois tubos de aço com diâmetro de 2,10 m e comprimento de 193,83 m alojados numa galeria de concreto armado em forma de arco. Com a barragem principal chegando ao término, teve logo em seguida o início as locações em Mãe D'água, no local conhecido por Riacho Seco (no rio Aguiar), isto em meados de outubro de 1941. Porém as fundações tiveram seu começo em 1943, entretanto a sua definitiva instalação da concretagem foi em data de 10 de novembro de 1948 (quarta) quando ocorreram 72 horas de trabalho sem interrupções, e terminando a solene conclusão,com a última camada de concreto armado, elevada pelo guindaste principal, conduzido na ocasião pelo Sr. Edvaldo Brilhante da Silva (conhecido por "Boinho") em data exata de 21 de Dezembro de 1957 (sábado). Recentemente, a barragem de Mãe D'água, recebeu o nome do Engº Egberto Carneiro da Cunha, numa justa homenagem (porém poucos tomaram conhecimento até hoje). As bacias hidrográficas dos açudes Coremas e Mãe D'água são ligadas por um canal vertedor (sangradouro), formando então um conjunto ligado para efeito de sangria, ou seja, um lago único com uma superfície líquida de 9794 hectares, na cota de repleção máxima. Calculou-se a seção do canal de ligação de maneira a dar vazão nas condições mais desfavoráveis de ocorrência, a uma descarga máxima de reforço do Coremas para o Mãe D'água, ou seja, de 12 m³/s. Esta localidade chama-se, atualmente, "Sangradouro" nas próximidades do campo de aviação. Quando encontra-se cheio, todo o sistema Coremas-Mãe D'água durante os bons invernos, como os inesquecíveis anos de 1967 e 1985, a barragem de Mãe D'água vira um lindo ponto turístico da região, uma vez que a queda d'água proporciona um majestoso espetáculo visual, um fator de grande potencialidade turística a ser explorado pelo turismo local, lembrando ainda a existência do túnel ligando as duas serras do boqueirão, dentro da própria barragem que é oca.




O MAIOR AÇUDE DO BRASIL:

O AÇUDE DE COREMAS-PB


Foi considerado o maior do Brasil desde seu término em 1943 até a inauguração do açude de Orós-CE:





Em 1960, esta outra barragem gigante recebeu o nome do Pres. Juscelino Kubistchek de Oliveira(1902-1976), e a sua capacidade é de 1.900.000.000 m³.Porém em 1983, foi inaugurado o maior de todos, o açude de Açu-RN, que recebeu o nome do Engº Armando Ribeiro Gonçalves:





A sua capacidade é de 2.400.000.000 m³. As águas do sistema Coremas-Mãe Dágua, desaguam neste, tendo surgido um fato curioso para sua inauguração com a visita do presidente João Batista de Oliveira Figueirêdo (1979-1985), fez-se necessário esvaziar bastante o nosso açude,pois só assim foi possível acumular água no novo açude, que o Regime Militar (1964-1985) construiu como o maior do Brasil, para suplantar o próprio presidente Juscelino (teve seus os direitos políticos cassados), que havia feito o de Orós-CE. O Açude de Coremas-PB, tem sua capacidade de acumulação somada num único sistema integrado em 1.358.000.000 m³, ficando hoje em terceiro lugar, tendo ocupado por longos 18 anos, o posto de maior do Brasil...
FONTE:

P.S ( PÓS ESCRITO ):





VAMOS VOTAR NA PESQUISA ENQUETE:
AS SETE MARAVILHAS DA PARAÍBA
PORTAL GOVERNO DO ESTADO DA PARAÍBA

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

AQUECIMENTO GLOBAL


VÍDEOS SOBRE...

Luiz Gonzaga and Zé Dantas - Riacho do Navio
http://www.youtube.com/watch?v=ykW8JWRDQXU





Asa Branca 60 Anos - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
http://www.youtube.com/watch?v=dL3vzrFMQto



Zé Ramalho canta "Último Pau de Arara"
http://www.youtube.com/watch?v=RdnGBgPA5WQ







ESTUDO: TEMPERATURAS CHEGARÃO A 52ºC ATÉ 2100
REDAÇÃO do TERRA
Lúcia jardim Direto de Paris




Um novo estudo climático realizado por um instituto holandês com mais de 150 anos de tradição em pesquisa de meio ambiente aponta que as temperaturas em determinadas regiões do globo poderão passar dos 50ºC nos próximos 90 anos. Até então, os estudos mais recentes determinavam que o aumento das temperaturas variariam entre 1,1ºC a 6,4ºC, o que torna o estudo holandês alarmante.






» Países da Ásia são mais sensíveis à mudança climática



Índia, Paquistão, Afeganistão e Indonésia foram identificados como países extremamente sensíveis à mudança climática, por sua vulnerabilidade frente a desastres vinculados a este fenômeno, como secas extremas, inundações e ciclones, segundo um relatório científico publicado nesta sexta-feira em Genebra.


O estudo, elaborado pela organização Care International e pelo Escritório de Ajuda Humanitária das Nações Unidas (Ocha), assinala que parte dos desafios políticos, sociais, demográficos, econômicos e de segurança enfrentados por esses países estão vinculados a tais perigos naturais.

"A mudança climática complicará muito as coisas e poderia debilitar os esforços para conduzir tais desafios", declarou Charles Ehrhart, um dos autores do relatório e representante da Care International.

Essa situação não é exclusiva dos quatro países, observam os especialistas, mas também afeta outras nações das regiões do Sael, do Chifre da África e do sudeste da Ásia.

Por sua parte, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes, lembrou que nos últimos meses foram vistas "terríveis imagens de pessoas afetadas por catástrofes naturais em diversos pontos do planeta".

Ele mencionou os casos do furacão "Ivan" em Madagascar, a forte seca em zonas do sul e do leste da Ásia, e o ciclone "Nargis" em Mianmar.

Ehrhart explicou que a probabilidade de que inundações, tempestades violentas ou secas resultem em desastres é determinada por fatores como o acesso oportuno e adequado a equipamentos e à informação, e a capacidade de exercer influência política.

O relatório repete a previsão de outras avaliações científicas ao assinalar que haverá um aumento da intensidade, freqüência, duração e alcance de desastres relacionados com o clima.

No entanto, deu esperança ao assinalar que "estes perigos não derivarão necessariamente em desastres, caso os líderes mundiais atuem agora".
EFE

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» Estados darão sugestões contra mudanças climáticas


O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas reuniu nesta sexta-feira representantes de todos os fóruns estaduais com o objetivo de dar sugestões ao Plano Nacional de Mudanças Climáticas, com lançamento previsto para novembro. O encontro será na Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão.

"O que a gente está querendo é ouvir o que os estados estão propondo, até para poder integrar mais com algumas ações do governo federal" disse o coordenador do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG), vinculado à Coppe, Marcos Freitas. O instituto dá a base para o funcionamento da secretaria-executiva do fórum.


A contenção do desmatamento é uma das ações consideradas importantes para a área de clima. Freitas destacou nesse sentido que "se não houver adesão dos estados amazônicos, principalmente, é muito difícil alterar o processo de corte ou de valorização de atividades que não venham impactar a floresta".

Ele lembrou que um projeto de lei já encaminhado ao Congresso Nacional define a política nacional de mudança do clima "e terá rebates a nível dos estados".
Em Minas Gerais, por exemplo, o professor da Coppe disse que a preocupação é com o carvão vegetal e a floresta plantada. No caso do Rio de Janeiro e São Paulo, a poluição urbana ganha peso considerável.

Outras questões como vulnerabilidade climática e uso dos solos devem merecer destaque no debate.

Atualmente, existem cerca de 15 fóruns estaduais no país visando a inserir políticas de mudanças do clima. Marcos Freitas informou que alguns estados estão fazendo ações concretas, como estimular o reflorestamento de áreas para seqüestro de carbono ou legislações complementares para contrabalançar a emissão de gases do efeito estufa pela geração de energia termelétrica.

Outros estados priorizam a adoção de energias renováveis ou de uso eficiente de energia, que é o caso do Rio de Janeiro.

Criado por decreto presidencial em 2000, o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas tem previsão de encaminhar as sugestões ao governo federal até setembro próximo.

O documento será analisado pela comissão interministerial a ser criada pelo governo no prazo de 30 dias, para proceder os ajustes necessários. O Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas tem como secretário-executivo o físico Luiz Pinguelli, da Coppe/UFRJ.
Agência Brasil



» Nordeste poderá sofrer mais com aquecimento global




Os efeitos do aquecimento global na agricultura e na pecuária brasileiras deverão ser mais sentidos na Região Nordeste, segundo estudo divulgado nesta segunda-feira. Os pesquisadores dizem que isso deve ocorrer por causa do baixo volume de água disponível atualmente no Polígono da Seca.




» IPCC prevê aridez no Nordeste



Um dos temas brasileiros mais discutidos no exterior - a Amazônia - ganhou ainda mais destaque com a divulgação de relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC) neste ano.



A maior floresta tropical do mundo, que já perdeu 20% de sua área original, enfrenta o perigo de se transformar parcialmente em savana em conseqüência do aquecimento global, alertou a segunda parte do relatório do IPCC.

Outras regiões do Brasil também seriam afetadas: a região Nordeste pode perder manguezais e ver secar grande parte de suas fontes de água, transformando-se de território semi-árido em terra árida. No Sul, o aumento de precipitações pode obrigar populações a se adaptar.

Mas o próprio órgão reconhece sua dificuldade em lidar com as chamadas "questões regionais", isto é, em avaliar o efeito da mudança climática sobre uma ou outra região específica. No caso brasileiro, por exemplo, a falta de dados limitou o esboço dos alertas.

O perigo para a Amazônia é mencionado de passagem em trechos do relatório. Já em entrevistas com jornalistas, os cientistas disseram que entre 10% e 25% da floresta poderia desaparecer até 2080, dependendo de quanto for a elevação da temperatura.

Por falta de dados, o grupo só pôde conferir uma probabilidade de 50% a esse evento, o que na classificação do IPCC significa "mais provável que improvável".

Um dos modelos adjetivados como mais "catastróficos" analisado pelo IPCC, elaborado pelo Hadley Centre, mostra o ecossistema desaparecendo completamente até 2080.

O desmatamento é amplamente atribuído por ambientalistas a grileiros, fazendeiros de gado e plantadores de soja, acusados de forçar a expansão da fronteira agrícola para áreas virgens da floresta.

O desflorestamento é a segunda maior causa de emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, respondendo por 17,3% das emissões, segundo o IPCC. A primeira causa é a queima de combustíveis fósseis (56,6%).

'Ponto fraco'

Há outras previsões sombrias. Um modelo analisado pelo IPCC diz, por exemplo, que a região Nordeste poderia perder até 75% de suas fontes de água com o aumento da temperatura. A elevação do nível das águas poderia submergir manguezais no litoral nordestino.



Já no sul do País, o perigo é de que ocorram mais chuvas. Mas Paulo Artaxo considera que este fator poderia beneficiar o País, já que nesta região "está 70% do potencial hidrelétrico do País".

A falta de estudos e de dados confiáveis sobre esses processos fez com que a abordagem do IPCC sobre eles tenha sido mínima. Muitos não são sequer citados na síntese do relatório, que a organização divulga nesta semana em Valência, na Espanha.

"Este relatório aborda pouco as questões regionais. Esse é um dos aspectos críticos dele: um refinamento regional próximo de zero", diz a pesquisadora Thelma Krug, líder de uma força-tarefa do IPCC.

Para o físico Paulo Artaxo, do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), o desmatamento da Amazônia é o "ponto fraco" do Brasil nas discussões sobre o clima. Em outros aspectos, o País tem "vantagens comparativas" para combater a mudança climática, ele afirma.

"O Brasil tem um programa nacional de álcool e combustíveis renováveis, tem recursos de energia eólica e solar, quer dizer, tem tudo para ser um sucesso energeticamente e ambientalmente. O problema é que tem de encontrar maneiras de evitar o processo de ocupação e destruição da Amazônia."

Para Artaxo, a falta de amplitude dos estudos do IPCC representa um desafio para governos que têm de tomar decisões "com base em uma enorme escassez de dados".

"Requer muita cautela, mas também requer que ações sejam tomadas agora, porque em cinco ou dez anos pode ser muito tarde", ele afirma. "O governo brasileiro tem de adotar estratégias de mitigação desses problemas", ele alerta. No caso amazônico, isto significa "combater a ocupação desordenada" do território.


Jà no caso do Nordeste, defende o cientista, é preciso "investir pesado em programas de irrigação, levar em conta programas de inserção social para ocupar as pessoas que serão afetadas e o redirecionamento da economia local para uma economia sustentável com menos chuvas".
BBC Brasil



A pesquisa foi realizada pelo Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Segundo o diretor do Cepagri, Hilton Silveira Pinto, "Se pensarmos que o aumento de temperatura fará com que evapore mais água e diminua a quantidade de água nos solos, a agricultura, que já está bem ruim hoje, que é semi-árida, vai ficar ainda pior. Vai ser muito difícil, porque o solo ficará árido. Nem chuva deverá ter mais lá em volume suficiente para a agricultura."

Um dos coordenadores da pesquisa, Silveira disse que o leste da Bahia, por exemplo, que é atualmente um grande produtor de grãos, poderá enfrentar escassez de água para irrigação, com o aumento das temperaturas. "Provavelmente, essa água não vai ser mais possível."

As áreas cultivadas com milho, arroz, feijão, algodão e girassol deverão sofrer queda acentuada no Nordeste do país, o que acarretará perdas de produção. As maiores perdas estão previstas para as culturas de café, soja e café. Conforme o estudo, no Nordeste, o Agreste e a região do Cerrado serão as áreas mais atingidas pela elevação da temperatura.

A pesquisa não é, entretanto, conclusiva e ainda não terá desdobramentos, com novos modelos regionalizados e com mais detalhamento, para garantir a precisão das informações, alertou Silveira.

Os resultados do estudo serão divulgados nesta segunda-feira, durante o 7º Congresso Brasileiro do Agribusiness, em São Paulo.
Agência Brasil


Cientistas de todo o mundo chamaram a atenção neste domingo para o fato de que a rápida destruição de pantanais e mangues no mundo todo está causando a liberação de grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2), o que pode acelerar o aquecimento global.

Um dia antes do início da 8ª Conferência Internacional de Áreas Úmidas, que acontecerá na cidade brasileira de Cuiabá, os cientistas advertiram que as zonas pantanosas do planeta abrigam um volume de carbono similar ao que existe hoje em dia na atmosfera.

"O aquecimento global está acelerando a decomposição dos materiais orgânicos acumulados nos pantanais, o que por sua vez está causando a liberação na atmosfera de gases causadores do efeito estufa, que aumenta a evaporação das águas", disse à agência EFE o cientista americano Eugene Turner, que participará da conferência no Brasil.

O encontro, que entre 21 e 25 de julho contará com a participação de 700 cientistas de 28 países de todo o mundo, pedirá, em sua declaração final, que as nações redobrem urgentemente seus esforços para a preservação das regiões pantanosas do planeta.

O professor Paulo Texeira, coordenador do Programa Ambiental da Região do Pantanal, um projeto conjunto da Universidade das Nações Unidas e da Universidade Federal do Mato Grosso, disse à Efe que a reunião também servirá para "melhorar os trabalhos científicos nos pantanais na América Latina".

Cerca de 20% da superfície da América do Sul é ocupada por zonas pantanosas, mas, segundo os cientistas, estas áreas estão muito mal identificadas e mal catalogadas.
EFE

Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.


As conclusões da equipe dirigida pelo pesquisador Andreas Sterl foram publicadas no último número da Geophysical Research Letters.

O grupo, do Instituto Meteorológico Real Holandês de Bilt, afirma que não apenas as temperaturas extremas serão mais altas do que o previsto como as suas ocorrências serão mais numerosa.

As regiões mais sensíveis a aumentos bruscos seriam a Índia, a Austrália, a África do Norte e a América do Sul. Chamado "Quando podemos esperar temperaturas extremamente altas em superfície?", o estudo se baseia em informações estatísticas coletadas após 17 simulações climáticas diferentes, e alerta que diversas regiões do planeta poderão registrar a ocorrência de temperaturas em torno dos 50º até 2100.

Na Índia, por exemplo, os termômetros devem marcar 48ºC a partir de 2050, enquanto que o sul europeu e boa parte dos Estados Unidos serão surpreendidos com 40ºC antes do final deste século.

Na América do Sul, conforme afirmou Sterl em exclusividade à reportagem Terra, as temperaturas em torno dos 45º poderão ser freqüentes próximo à linha do Equador, e a fronteira da Venezuela com a Colômbia pode ser justamente a região a apontar a mais alta marca verificada em todo o estudo: 52,9ºC.

Confira a entrevista com o diretor da pesquisa, Andreas Sterl

Que tipo de eventos contribuem para aumentar drasticamente as temperaturas em determinadas regiões?
Normalmente períodos de seca. Para termos temperaturas realmente altas, acima dos 35ºC, é preciso haver um solo ressecado. Quanto mais tempo existe umidade do solo, através da qual é possível a evaporação dos gases das plantas, existirá um meio natural respiração, e as altas temperaturas são impossíveis.

O homem, por exemplo, executa o mesmo procedimento naturalmente no seu corpo, que transpira quando a temperatura se excede aos seus 37ºC habituais.
Quando não chove por um longo período, o solo fica tão seco que a evaporação cessa. Então, toda a radiação solar vai ser usada para aquecer, ao invés de provocar a evaporação da água presente na umidade do solo. Muito altas temperaturas vão se produzir como efeito disso.

Simulações de clima, como a nossa, apontam para menos chuvas durante o verão em regiões de médias altitudes, de em média de 30 a 50 graus para o norte ou para o sul Brasília está a 15º 45 ao sul e 47º 57 a oeste.

Ainda por cima, a evaporação é cada vez maior, quanto maior a temperatura. Logo, esses dois efeitos juntos aumentam as chances de aquecer o solo e por conseqüência o aumento generalizado das temperaturas.

O que o homem ainda pode fazer para evitar o aumento exagerado da temperatura?

Reduzir drasticamente a emissão de CO2 e de outros gases de efeito estufa. Na verdade, se formos sinceros, essa resposta não é correta: com uma redução significativa (digamos, ao menos 50%) das emissões, a concentração de gases vai aumentar mesmo assim e as temperaturas subir igualmente. No entanto, se o homem agir logo, esse aumento pode ser mais lento.

O seu estudo nos diz que as temperaturas em alguns países podem subir a até 50ºC em 2100. Estes extremos passariam a ser as temperaturas normais nestes lugares ou seriam eventos raros que produziriam um aumento repentino e de curta duração?

Formalmente, o que estamos procurando são extremos de temperatura em 100 anos, ou a temperatura que está chegando a extremos em média uma vez a cada 100 anos, ou em outras palavras que têm chance de 1% de ocorrer em um determinado ano.


Isso soa como algo "raro", sim, mas nós temos de ter em mente que 1% ao ano significa também 10% a cada década, ou seja, temos 10% de ter essa temperatura em algum momento da década. Compare este dado à sua chance de ganhar na loteria!

Ainda por cima, e mais importante, a probabilidade de ocorrência a cada 50 anos ou em cada 20 anos é apenas um pouco mais baixa que a probabilidade de ocorrência em 100 anos.

Resumindo: sim, as extremas temperaturas são raras no sentido de que elas não ocorrerão o tempo todo e nem em todos os anos, mas não tão raras quanto nós gostaríamos.

O que o seu estudo concluiu sobre a América do Sul? Existe alguma estatística sobre a Amazônia, por exemplo?

Não especificamente. No entanto, acontece que o mais alto ponto de acordo com a nossa simulação é próximo dos 69º a oeste e 6º a norte, ou seja, na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia, onde identificamos a probabilidade de ocorrência de temperatura de até 52,9ºC em algum momento dos próximos 100 anos.

Até o momento, porém, nós não sabemos por que isso acontecerá, e inclusive não descartamos a hipótese de haver um erro no modelo. No resto da América do Sul, nossos gráficos apontam que valores típicos de temperatura serão superiores a 45ºC.

O que se pode esperar para o século seguinte a 2100 sob o aspecto das temperaturas? Elas continuarão a subir?

Nós não simulamos nada para além de 2100. No entanto, é quase certo que as temperaturas vão continuar a subir após a virada do próximo século.


Primeiro, me parece um pouco insensato pressupor que as emissões de gases vão acabar. Com altas concentrações de gases, as temperaturas vão aumentar cada vez mais também.

Segundo, mesmo que as concentrações de gases se tornem constantes após 2100, o sistema climático mundial não estaria em equilíbrio porque os oceanos demoraram muitos anos para esquentar.

Este "comprometimento de aquecimento" é estimado a 0,4ºC da temperatura global média hoje: se as emissões parassem hoje, a temperatura global média continuaria a aumentar 0,4ºC até se estabilizar.

Qual é o método de cálculo para as estatísticas?

Vou tentar explicar, é bem complicado. Nós utilizamos um modelo climático. É um programa de computador onde centenas de dados já conhecidos sobre o clima - dados atmosféricos, oceânicos, das geleiras, etc - interagem entre si em diferentes cenários.

Para dar um exemplo simples, se a umidade do ar aumenta e refresca, o vapor será condensado em gotas e vai chover, como nós sabemos. A água é, portanto, em parte drenada em direção aos rios, em parte evaporada. A evaporação esfria a temperatura, que muda a pressão atmosférica, e assim por diante.

Nós determinados, então, as concentrações de CO2 na atmosfera.

Especificamente, nós usamos o cenário SRES A1b. A grosso modo, neste cenário as emissões de CO2 continuam a crescer bastante até 2050, quando elas começam a cair ligeiramente, embora as concentrações continuem a crescer na atmosfera. Então nós deixamos o modelo calcular o desenvolvimento da temperatura entre 1950 e 2100, e repetimos este processo 17 vezes.

Com os resultados, nós obtivemos em cada ponto da superfície as temperaturas mais altas em cada ano. Esta informação da temperatura máxima anual se ajusta a uma tabela de GEV (Valores Gerais Extremos, na sigla em inglês).
A teoria matemática diz que os extremos, seja de temperaturas ou se chuvas ou ventos, acompanha os valores de acordo com a tabela GEV. A partir deste ajustamento de dados fica fácil determinar os valores das temperaturas. Nós não somente ajustamos o GEV com o modelo de resultados como também a valores atuais, a partir de observações coletadas em diversos estudos reconhecidos.


Nós então comparamos os valores do modelo-derivado para o clima atual com aqueles derivados das observações e encontramos uma grande diferença.


Então nós percebemos que essa diferença vai continuar constante - e esta é uma audaciosa suposição, eu sei − e a subtraímos do modelo de valores no final do século. São estes valores com "tendência corrigida" que apresentamos no nosso relatório.





FONTE:
REDAÇÃO TERRA
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3122853-EI8278,00.html